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	<title>meninasderua.com</title>
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		<title></title>
		<description>O mal romântico é este: é querer a lua como se houvesse maneira de a obter.
Bernardo Soares &#124; Livro do Desassossego </description>
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		<title></title>
		<description>Minha alma está hoje triste até ao corpo. Todo eu me doo, memória olhos e braços. Há como que um reumatismo em tudo o que sou. Nada me é nada.
Bernardo Soares &#124; Livro do Desassossego </description>
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		<title></title>
		<description>

Don't you feel the wind
It's pushing us further now
Are we just gonna let it blow
And hold on, don't you fall
Cause there's such a way to go
We've touched it now
Don't let it go. </description>
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		<title></title>
		<description>

Is anything wrong
Oh love is anything right
And how will we know
Will time make us wise </description>
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		<title></title>
		<description>Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira.

Álvaro de Campos </description>
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		<title></title>
		<description>Repara, através dos meus olhos descobrirás como é grande a tristeza do mundo. Apenas isso. E quando aqui não estiveres, espetarei todas as facas que encontrar nas paredes febris da noite.
Talvez sangre dos pulsos. Talvez te escreva. Talvez.


Al Berto </description>
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		<title></title>
		<description>Tenho construído o teu nome com todas as coisas.

Joaquim Pessoa </description>
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		<title></title>
		<description>Mãe

Trago-te em mim como uma ferida
que não se fecha em minha fronte.
Nem sempre dói. E não se apouca
ao coração por ela a vida.
Só fico às vezes cego de repente e sinto
sangue na boca.

Gottfried Benn &#124; 50 poemas </description>
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		<title></title>
		<description>A obediência à realidade significa uma debilidade no amor.

Anaïs Nin </description>
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		<title></title>
		<description>Anoto no caderno: esta noite falaremos sobre uma paixão. Que mais faremos com os corpos?

Al Berto </description>
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		<title></title>
		<description>Não vais voar. O teu corpo quebrar-se-á e sentirás dor.

O vestido vai desprender-se, o cabelo soltar-se. Mas não te enganes, nada há aqui de poético. 

Será rápido. Nunca o suficiente.

A casa vai encher-se e lamentaremos o teu destino.

Agora vem. Um pé de cada vez.

Choraremos por ti no final.  </description>
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		<title></title>
		<description>El horror de habitarme, de ser - qué extraño - mi huésped, mi pasajera, mi lugar de exilio. 

Alejandra Pizarnik &#124; Diários
 </description>
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		<title></title>
		<description>e a frase era assim: 
o amor, as mãos ininterruptas. 

Herberto Hélder </description>
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		<title></title>
		<description>entre mim e o meu silêncio
há gritos de cores estrondosas

josé luís peixoto </description>
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		<title></title>
		<description>Minha querida,

Este ano não fiz árvore de Natal. Tu não estavas cá e o Pai Natal não veio.
carta de Janeiro de 1986 </description>
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		<title>21 anos</title>
		<description>Para que sobrevivas
não bastam
a cruz nem a infância.

Ana Marques Gastão &#124; Terra sem Mãe </description>
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	<item>
		<title></title>
		<description>A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém,
Essas coisas todas —
Essas e o que falta nelas eternamente —;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.

Álvaro de Campos </description>
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	<item>
		<title></title>
		<description>Tenho a náusea física da humanidade vulgar, que é, aliás, a única que há. E capricho, às vezes, em aprofundar essa náusea, como se pode provocar um vómito para aliviar a vontade de vomitar.
Fernando Pessoa [Bernardo Soares]
Livro do Desassossego </description>
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		<title></title>
		<description>Trabalho bastante. Cumpro o que os moralistas da acção chamariam o meu dever social. Cumpro esse dever, ou essa sorte, sem grande esforço nem notável desinteligência. Mas, umas vezes em pleno trabalho, outras vezes no pleno descanso que, segundo os mesmos moralistas, mereço e me deve ser grato, transborda-se-me a ...</description>
		<link>http://www.meninasderua.com/?p=324</link>
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