se hoje voltasses, não reconhecerias
esta cidade.

a loja de discos desapareceu e o
alfarrabista é um café para turistas.

nunca mais a rua augusta deserta
numa noite de agosto.

as esplanadas apinhadas e o café
ao dobro do preço. o teu são domingos, nem imagino.

tuk-tuks seria uma palavra a aprender
e todos os dias passariam à tua porta.

se hoje voltasses, teríamos de subir ao telhado
lá de casa, tão alto que ninguém existe.

dir-me-ias,
é o azul do tejo que permanece.

One thought on “

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

*

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>