estou no velório de todos. há panos brancos sobre os rostos e as ruas estão desertas. esta cidade é um engano. é isto. cheguei a lisboa em ruínas.
a morte é uma sombra de mulher com pesados brincos de diamante a insinuar-se nas cortinas.
desconheço os círculos que se desenham no chão e as linhas de água em redor dos meus pés.
o horror desta noite interminável e das lâminas que me atravessam. a manhã é um país longínquo onde chegarei só.
