“diz quantos desastres tem na minha mão,
diz se é perigoso a gente ser feliz”
Beatriz, de Chico Buarque
“diz quantos desastres tem na minha mão,
diz se é perigoso a gente ser feliz”
Beatriz, de Chico Buarque
“Estou cansada de ser sempre tão consciente.
Como se fosse uma versão mais entediante e medíocre de mim mesma.”
Brenda, em Six Feet Under
espero por ti.
“porque as palavras não te substituem e estão cheias de pústulas no coração das sílabas.”
toda a vida fazemos as malas. para partir ou para ver partir.
nas últimas semanas, amigos atravessaram oceanos. outros preparam-se para o fazer.
mas foi sempre assim.
saudades de um amigo, de um amante, de uma cidade, um cheiro, uma mulher.
fui para tirana aos 6 anos. portugal aos 8. novamente tirana, depois lisboa.
a minha melhor amiga muda de país.
a minha nova melhor amiga muda de país.
o meu primeiro amor muda de país.
agora fico.
(e espero por mim)

Ao chegar hoje ao iStockphoto - um dos maiores sites internacionais de venda de fotografias e uma das maiores comunidades de designers - encontrei esta feliz surpresa. Um dos meus últimos trabalhos - www.monica.pt foi eleito Design of the Week. :D
Foi um dos sites que me deu mais gozo fazer por ser para uma amiga tão importante para mim, uma amizade com 12 anos.
Enfim, tinha começado o dia sem qualquer vontade para trabalhar, queixando-me mais uma vez da falta de tempo para mim… mas ao ver os tão agradáveis comentários que dezenas de pessoas fizeram ao meu trabalho, ganhei o dia ;)
Algumas pessoas até se esforçaram para deixar umas palavras em português :)
http://www.istockphoto.com/design_spotlight_details.php?ID=7435
Mais do que os canais, em Amsterdão as bicicletas têm vida. Contam histórias.
Parecem perdidas no tempo. Isoladas do resto estas imagens transformam-se em Tirana. Têm o mesmo ar de há 20 anos. Deixadas ali. Sem pressa.
Viagem a Amsterdão - 1Nov06
Catedral
deito-me sobre o corpo de uma mulher
invento uma catedral no meio do deserto
enterro-te em areias brancas
escavo para encontrar a miragem do sexo
anoitece, aqueço as tuas mãos na minha boca
deslizo num sono de água
conto-te histórias em línguas desconhecidas
quero que ventos se levantem do norte e te façam voar,
quero que um pássaro azul se ocupe dos teus olhos.