

Each night I go to Paris
And hope that you’ll be there
I go all around the world
I go everywhere
But first I go to Paris
’cause I always wanted to
And I just can’t imagine
Walking Paris without you
Kim Carnes


Each night I go to Paris
And hope that you’ll be there
I go all around the world
I go everywhere
But first I go to Paris
’cause I always wanted to
And I just can’t imagine
Walking Paris without you
Kim Carnes
meu amor, quando não estás o corpo cede à morte.

I will die in Paris.
Early morning.
(…)
Past my window a leaf will fall.
Slow and yellow.
It will remind me of a girl I knew
and I will die.
Tresha Haefner
saber o que és, dizer o teu corpo,
ouvir-te num breve instante,
dizer o que é amor sem o dizer,
tirar de mim um poema que te cante;
e ver passar-te por entre os dedos
o fio de luz que prende os teus olhos,
e vê-lo enrolar-se em segredos
quando a tua voz o apaga e acende;
tocar-te os lábios num fim de verso,
ver-te hesitar entre sorriso e mágoa,
perguntar se o teu rosto tem reverso,
e ter nele uma transparência de água:
é o que vejo em ti no cair de véu
em que me dás a terra que vale o céu.
Nuno Júdice
Eu penso em ti, ainda mais do que te digo, e tu estás em tudo, mesmo quando não te penso, tu és a grande razão, o horizonte sem nome que constantemente se desenha na minha imaginação de mim.
António Mega Ferreira
o teu rosto à minha espera, o teu rosto
a sorrir para os meus olhos, existe um
trovão de céu sobre a montanha.
as tuas mãos são finas e claras, vês-me
sorrir, brisas incendeiam o mundo,
respiro a luz sobre as folhas da olaia.
entro nos corredores de outubro para
encontrar um abraço nos teus olhos,
este dia será sempre hoje na memória.
hoje compreendo os rios. a idade das
rochas diz-me palavras profundas,
hoje tenho o teu rosto dentro de mim.
José Luís Peixoto
All is quiet on New Year’s Day
A world in white gets underway
I want to be with you
Be with you night and day
Nothing changes on New Year’s Day
On New Year’s Day
gruas no cais descarregam mercadorias e eu amo-te.
homens isolados caminham nas avenidas e eu amo-te.
silêncios eléctricos faíscam dentro das máquinas e eu amo-te.
destruição contra o caos, destruição contra o caos e eu amo-te.
reflexos de corpos desfiguram-se nas montras e eu amo-te.
envelhecem anos no esquecimento dos armazéns e eu amo-te.
toda a cidade se destina à noite e eu amo-te.
José Luís Peixoto