
Have you ever felt real, overpowering passion?
Have you ever truly idolized a woman?
Nothing can be obscene in such a love.
Everything that occurs between you…becomes a sacrament, don’t you see?
Bitter Moon | Polanski

Have you ever felt real, overpowering passion?
Have you ever truly idolized a woman?
Nothing can be obscene in such a love.
Everything that occurs between you…becomes a sacrament, don’t you see?
Bitter Moon | Polanski
Ela diz que escreve.
Mas não escreve.
Diz que escrita é inevitável.
Que só deixaria de escrever se morresse.
Talvez esteja morta.
in A Cor Púrpura
Vou deixar-te levar até à fecundidade da destruição. Por isso me atribuo um corpo, um rosto e uma voz. Eu sou como tu me és. Cala o fluxo sensacional do teu corpo e encontrarás em mim, intactos, os teus medos e as tuas penas. Descobrirás o amor separado das paixões e eu descobrirei as paixões privadas de amor. Sai do papel que te atribuis e descansa no centro dos teus verdadeiros desejos. Por um momento deixa as tuas explosões de violência. Renuncia à tensão furiosa e indomável. Eu passarei a assumi-las.
Anaïs Nin
A Casa do Incesto

não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido.
eu não: quero é uma verdade inventada.
Clarice Lispector
Tenho que escolher o que detesto – ou o sonho, que a minha inteligência odeia, ou a acção, que a minha sensibilidade repugna; ou a acção, para que não nasci, ou o sonho, para que ninguém nasceu.
Resulta que, como detesto ambos, não escolho nenhum; mas, como hei–de, em certa ocasião, ou sonhar ou agir, misturo uma coisa com outra.
Fernando Pessoa [Bernardo Soares]
Livro do Desassossego

Porto | 2008
Não há uma fatalidade exterior. Mas existe uma fatalidade interior: há sempre um minuto em que nos descobrimos vulneráveis; então, os erros atraem-nos como uma vertigem.
Saint-Exupery
Escrever deve ser uma necessidade, como o mar precisa das tempestades – é a isto que eu chamo de respirar.
Anaïs Nin
O tempo, subitamente solto pelas ruas e pelos dias, como a onda de uma tempestade a arrastar o mundo, mostra-me o quanto te amei antes de te conhecer. Eram os teus olhos, labirintos de água, terra, fogo, ar, que eu amava quando imaginava que amava. Era a tua, a tua voz que dizia as palavras da vida. Era o teu rosto. Era a tua pele. Antes de te conhecer, existias nas árvores e nos montes e nas nuvens que olhava ao fim da tarde. Muito longe de mim, dentro de mim, eras tu a claridade.
José Luís Peixoto
Chorei porque já não podia acreditar e eu adoro acreditar.
Anaïs Nin